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Política – Deputado Marcelo Freixo, em defesa dos Índios é surpreendido por ataques de bombas


Freixo

Nesta sexta-feira, 22/3/13, o Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiu a Aldeia Maracanã. Durante entrevista, o deputado estadual Marcelo Freixo é interrompido por bombas de gás lacrimogêneo.

Fala Sério, quantas vezes você já viu um deputado indo a campo defender os interesses do povo como ele fez? Não é a primeira vez que ele faz isso, o legislador foi até inspiração para o personagem do filme Tropa de Elite 2, o Deputado Fraga, que luta contra as melícias é um retrato do Marcelo Freixo na vida Real. Mas voltando ao assunto, esse é um relato de quem estava na cena e retrata o ocorrido:

Defensores públicos chegaram cedo ao lugar, além de membros do legislativo, como o Deputado Marcelo Freixo, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara do Estado do RJ. A conversa foi inócua: a proposta do governador era a remoção dos índios rumo a um abrigo de moradores de rua, ou que se alojassem em um terreno em Jacarepaguá (barracão de uma construtora, deu no rádio, mas não posso confirmar) e ele se recusou a negociar com os defensores e parlamentares. Por volta das 11h, iniciou-se um incêndio dentro do terreno onde está a Aldeia, mas não sabemos o que ocorreu. Mais de 50 homens do batalhão de choque foram para o pequeno portão da entrada do terreno, armados, além de seus escudos e máscaras de gás, para remover as 30 pessoas que lá estavam.

Um homem que estava lá dentro na resistência pediu para sair e me relatou que a polícia estava sitiando-os, impedindo chegar alimentos ou qualquer outra coisa lá dentro; a alternativa era se render ou ser preso. E então, cinco minutos depois, o choque invadiu, para remover cerca de 20 pessoas que ainda estavam no lugar, algumas delas crianças e outras mulheres. Lançaram gás de pimenta descriminadamente e empregaram muita violência. Crianças, membros da defensoria pública, parlamentares, todos foram atingidos.

Do lado de fora, as centenas de manifestantes ocuparam a Radial Oeste. Em cinco minutos, o Batalhão de Choque nos atacou, atirando várias granadas de “efeito moral” (e físico, pois os estilhaços ferem), spray de pimenta em todos os presentes, e batendo violentamente em quem não corresse dali. Vi pessoas sangrando, pessoas caídas no chão, vi um repórter ter a perna ferida pelos estilhaços de uma granada que mandaram em nossa direção (ele estava do meu lado, a 30 metros do foco do conflito, pois estávamos fazendo fotos). Havia sangue também em sua barriga.

Todos os que estávamos por lá, mais de 500 pessoas, receberam gás lacrimogênio, pois fomos cercados e ora a polícia de um lado, ora a de outro, nos atacava, não havendo ponto de fuga. Os membros da imprensa protestavam, os manifestantes também, alvos de uma violência despropositada. A hora seguinte foi de batalha campal. E de sadismo, policiais que gritavam “voltem para a floresta, seus índios”, ou que riam de nós por não termos as máscaras para nos proteger do gás. Cheguei em um deles, pedi para poder sair dali, disse que não era do Rio, era turista, questionei tanta violência, e ele me disse “pois estamos fazendo isso daqui é para vocês, turistas, mesmo. Só estamos cumprindo ordens”. E não havia por onde escapar, a não ser uma passarela interditada que consegui subir, através do canteiros de obras do Maracanã.

A polícia passou a atacar apenas de um lado, arrastando todos os manifestantes centenas de metros na Radial Oeste. Dezenas de bombas disparadas, tiros de borracha, ataques a indivíduos que tentavam correr para ajudar seus amigos, feridos, caídos na rua (“não pode entrar aí, tá cercado!”). Até que foram encurralados na UERJ, cerca de 300 metros do foco original da guerra iniciada pela Tropa de Choque do Sérgio Cabral. Cercado pela polícia à esquerda, que impedia o acesso rumo à Aldeia Maracanã, e pela polícia à direita, que sitiava os manifestantes (os repórteres já tinham corrido dali, agredidos e assustados, vi um repórter chorando, inclusive), entrei no canteiro de obras do Maracanã – todos os trabalhadores assistiam estarrecidos a guerra. Lá, consegui sair e vir rumo a minha casa.  (Relato de Bruno Nogueira Guimarães FONTE)

HistóricoMUSEU DO INDIO ABANDONADO

Construído em 1862, o edifício alvo da disputa abrigou o antigo Serviço de Proteção ao Índio – fundado pelo marechal Cândido Rondon em 1910 – e o Museu do Índio. Desde 1978, no entanto, o prédio ficou abandonado e foi ocupado em 2006 pelos membros da chamada Aldeia Maracanã.

Em outubro do ano passado, o governo estadual formalizou a compra do terreno, que pertencia à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério da Agricultura.

Cerca de 60 índios moravam no local, entre eles 40 adultos e 20 crianças. A aldeia abrigava índios de diversas etnias, entre elas pataxós, tukanos, apurinãs e guajaj

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Categorias: Papo Sério, Politica, Responsabilidade Ambiental, Sociedade | Tags: , , , , , , , , , | 1 Comentário

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Uma opinião sobre “Política – Deputado Marcelo Freixo, em defesa dos Índios é surpreendido por ataques de bombas

  1. Carmmando

    e nada postado na tv sobre ele !!!!

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