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Biografia

Biografia – Quem Foi Diego do Violino

Diego Frazão Torquato, conhecido como Diego do Violino (1997 — Duque de Caxias, 1º de Abril de 2010)

Diego

Diego do Violino fazia parte da orquestra de cordas do Afroreggae e “virou um símbolo da esperança” pela luta contra a leucemia e indignação contra o crime do líder do grupo, Evandro João da Silva.

Desde muito pequeno, Diego conviveu com doenças, como a meningite, mas, apesar disso, não perdeu o entusiasmo para a música.

Não tinha formação clássica, mas passava sentimento na execução, o que incluiu as lágrimas do enterro do líder do Afroreggae, noticiado com destaque pela imprensa brasileira, o que lhe daria notoriedade.

O jornal O Globo, relatou a imagem “como uma das mais emocionantes dos últimos tempos”.

Diego participou das oficinas do grupo em Parada de Lucas e se tornou a estrela da orquestra de cordas do Afroreggae, uma ONG que atua no combate ao ingresso de jovens no tráfico.

Foi indicado em 2010 ao Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo .

A infância dele foi marcada pelo ambiente envolvido na criminalidade e pelas doenças. A última delas levou à internação de 24 dias, quando sofreu infecção generalizada após uma cirurgia de apêndice , que levou ao agravamento do caso. Ele dependia da ajuda de aparelhos para regular a pressão sanguínea e teve uma parada cardiorrespiratória. Pouco depois morreu.

Durante esse período, também ficou internado no Hospital de Saracuruna com leucemia aguda, mas não pôde fazer quimioterapia pelo risco do procedimento.

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Biografia – Charles Darwin

Charles_Darwin_1880Charles Robert Darwin FRS (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de Abril de 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia.Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859. Grande criador da teoria da evolução.

Sua Biografia:
Com dezesseis anos, Darwin deixou Sherewsbury para estudar medicina na Universidade de Edinburgh. Repelido pelas práticas cirúrgicas sem anestesia (ainda desconhecida na época), Darwin parte para a Universidade de Cambridge, com o objetivo (imposto pelo seu pai) de tornar-se clérigo da Igreja da Inglaterra.

A vida religiosa não agrada a Darwin, e em 31 de dezembro de 1831 ele aceita o convite para tornar-se membro de uma expedição científica a bordo do navio Beagle. Assim, Darwin passa cinco anos (1831 a 1836) navegando pela costa do Pacífico e pela América do sul. Durante este período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e ilhas maiores à medida que contornava o mundo, inclusive no Brasil.

Darwin fora chamado para exercer as funções de geólogo, botânico, zoologista e homem de ciência. Esta viagem foi uma preparação fundamental para a sua vida subseqüente de pesquisador e escritor. Tanto é verdade que na introdução de seu livro ele assim se refere: “as relações geológicas que existem entre a fauna extinta da América meridional, assim como certos fatos relativos à distribuição dos seres organizados que povoam este continente, impressionaram-me profundamente quando da minha viagem a bordo do Beagle, na condição de naturalista. Estes fatos (…) parecem lançar alguma luz sobre a origem das espécies (…) julguei que, acumulando pacientemente todos os dados relativos a este assunto e examinando-os sob todos os aspectos, poderia, talvez, elucidar esta questão”.

Em todo o lugar aonde ia, Darwin reunia grandes coleções de rochas, plantas e animais (fósseis e vivos) enviadas à sua pátria. Imediatamente, após seu regresso à Inglaterra, Darwin iniciou um caderno de notas sobre a evolução, reunindo dados sobre a variação das espécies, dando assim os primeiros passos para a Origem das Espécies. No começo, o grande enigma era explicar o aparecimento e o desaparecimento das espécies.

Assim surgiram, em sua cabeça, várias questões: por que se originavam as espécies? Por que se modificavam com o passar dos tempos, diferenciavam-se em numerosos tipos e freqüentemente desapareciam do mundo por completo?
A chave do mistério Darwin encontrou casualmente na leitura: “Ensaio sobre a População”, de Malthus.
Depois disso, nasceu à famosa doutrina darwinista da seleção natural, da luta pela sobrevivência ou da sobrevivência do mais apto – pedra fundamental da Origem das Espécies.

As pesquisas feitas pelo naturalista durante a viagem abordo do Beagle é que fundamentaram sua Teoria da Evolução, servindo de base para o famoso livro Origem das Espécies, cujo título original em Inglês é On The Origin of Species By Means of Natural Selection (Na Origem das Espécies – Sob o Conhecimento da Seleção Natural). A obra foi publicada em 1859, sob o bombardeamento das controvérsias – o que era (é) muito natural: Darwin estava (está) mudando a crença contemporânea sobre a criação da vida na Terra.

No livro Origem das Espécies, Darwin defende duas teorias principais: a da evolução biológica – todas as espécies de plantas e animais que vivem hoje descendem de formas mais primitivas – e a de que esta evolução ocorre por “seleção natural”. Os princípios básicos da teoria sobre a evolução de Charles Darwin, apresentados na Origem das Espécies, são quase que universalmente aceitos no mundo científico; embora existam controvérsias em torno deles.

A Origem das Espécies demonstra a atuação do princípio da seleção natural ao impedir o aumento da população. Alguns indivíduos de uma espécie são mais fortes, podem correr mais depressa, são mais inteligentes, mais imunes à doença, mais agressivos sexualmente ou mais aptos a suportar os rigores do clima do que seus companheiros. Estes sobreviverão e se reproduzirão, enquanto os mais fracos perecerão. No curso de muitos milênios, as variações levaram à criação de espécies essencialmente novas.

Após a publicação de sua obra mais famosa, Darwin continua a escrever e publicar trabalhos na área da Biologia por toda a sua vida. Ele passa a viver, com sua esposa e filhos, em Downe, um vilarejo a 50 milhas de Londres. Sofre de síndrome do pânico e mal-de-Chagas, o último adquirido durante sua viagem pela América do Sul. A morte chega em 19 de abril de 1882. Charles Darwin é sepultado na Abadia de Westminster.

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Biografia – Serj Tankian

4eb28d3e60d9bVocalista, compositor e tecladista da banda System of a Down

Nascido em 21 de agosto de 1967
Local: Beirute, Líbano

Serj Adam Tankian é vocalista, compositor e tecladista da banda System of a Down. Atualmente lançou um álbum solo intitulado “Elect the Dead”, além de realizar trabalhos paralelos. É descendente de armênios.

Biografia

Os avós de Serj eram armênios. Durante o genocídio armênio (perpetuado pela Turquia, em 1915) sua avó foi assassinada e seu avô precisou refugiar-se no Líbano.

Os pais de Serj eram artistas, e quando ainda era jovem começou a cantar com seu pai e com seu irmão, Sevag Tankian. Desde pequeno, seu avô lhe contava a respeito das desumanidades cometidas ao povo armênio no genocídio. É por causa disso que Tankian sempre aborda esse tema e luta para que a Turquia reconheça a matança e peça desculpas por ela.

Em 1975, foi com sua família para os Estados Unidos, devido aos problemas políticos e econômicos no Líbano.

Tankian começou a estudar numa escola pública armênia chamada Rose & Alex Pilibos Armenian School, em Los Angeles, e tinha média 4 (ou seja, A, o equivalente a 9 ou 10 no Brasil e 18 a 20 em Portugal).

Algum tempo depois, Tankian começou a trabalhar como lavador de carros. Trabalhou também como vendedor de sapatos. Logo entrou na Universidade de Northbridge, onde estudou comércio, artes visuais e música.

Teve aulas de canto durante quatro anos com Mark Goodman e também teve aulas de guitarra quando era pequeno.

Em 1992, o vocalista Serj Tankian e o guitarrista Daron Malakian se conheceram em um ensaio e decidiram montar uma banda. Shavo Odadjian, um amigo, se dispôs a atuar como produtor da banda, e logo a dupla descobriu que Shavo tinha um talento promissor como baixista. Ao lado do baterista Andy Katchaclurian montaram, então, um grupo com o nome de Soil. Dois anos depois, Katchaclurian não parecia corresponder à sonoridade do grupo, e foi aí que John Dolmayan surgiu, assumindo a bateria. A banda trocou de nome para System of a Down, por causa de um poema escrito por Malakian, chamado Victims of a Down.

Serj fundou junto a Tom Morello (ex-Audioslave e Rage Against the Machine) a ONG Axis of Justice.

Tankian tem uma licenciatura em Marketing. Antes de criar a banda System of a Down, ele foi o CEO da companhia de software de um computador chamado eGames.

Tankian lançou seu primeiro álbum solo (Elect the Dead) em 23 de outubro de 2007, via Serjical Strike/Reprise Records). Serj atuou também na produção do álbum, além de tocar praticamente todos os instrumentos.
Serj Adam Tankian
Empty Walls, o single de lançamento do trabalho solo do músico, foi muito bem recebido pelos fãs da banda, estreando direto no topo das paradas de sucesso.

Serj tem um projeto com Arto Tunçboyacıyan chamado Serart, além de ser poeta, tendo lançado um livro de poesias suas, intitulado Cool Gardens.

Recentemente, realizou um concerto com a Orquestra Filarmônica de Auckland, onde tocou quase todas as faixas de seu álbum e mais algumas não lançadas. Serj pretende lançar um DVD do espetáculo.

Ele, além de outros projetos, está trabalhando na trilha sonora da peça Prometheus Bound.

Tankian é vegetariano.

Graças à sua voz poderosa, Tankian está em 26º na lista Os 100 Melhores Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos, segundo a revista estadunidense Hit Parader .

Há quem diga que Serj se casou no início de 2009 com uma armênia chamada Angela Madatyan.

Prêmios

– Melhor clipe de Rock com a música B.Y.O.B.
– Indicado a melhor atuação de Hard Rock com a música Lonely Day
– Woodie Music Awards com melhor canção de Hard Rock com a música Question!
– VMB de melhor música internacional com a música B.Y.O.B.
– Eleito pela revista Hit Parader como o 26º melhor vocalista da história do Heavy Metal

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Biografia – Albert Einstein

EinsteinAlbert Einstein, o mais célebre cientista do século 20, foi o físico que propôs a teoria da relatividade. Ganhou o Prêmio Nobel de física de 1921. Einstein tornou-se famoso mundialmente, um sinônimo de inteligência. Suas descobertas provocaram uma verdadeira revolução do pensamento humano, com interpretações filosóficas das mais diversas tendências.

Einstein nasceu na Alemanha em uma família judaica não-observante. Seus pais, Hermann Einstein e Pauline Koch, casaram-se em 1876 e se estabeleceram na cidade de Ulm. Hermann tornou-se proprietário de um negócio de penas de colchões.

Quando Einstein tinha um ano, a família se mudou para Munique. Com três anos de idade, Einstein apresentava dificuldades de fala. Aos seis, aprendeu a tocar violino, instrumento que o acompanharia ao longo da vida.

Em 1885, Hermann fundou, com o irmão Jacob, uma empresa de material elétrico. Em outubro daquele ano Einstein começou a freqüentar uma escola católica em Munique. Depois entrou no Luitpold Gymnasium, onde permaneceu até os 15 anos.

Com dificuldades nos negócios, em 1894 a família se mudou para a Itália. Einstein permaneceu em Munique a fim de terminar o ano letivo. Em 1895, fez exames de admissão à Eidgenössische Technische Hochschule (ETH), em Zurique. Foi reprovado na parte de humanidades dos exames. Foi então para Aarau, também na Suíça, para terminar a escola secundária.

Em 1896 recebeu o diploma da escola secundária e, aos 17 anos, renunciou à cidadania alemã, ficando sem pátria por alguns anos. A cidadania suíça lhe foi concedida em 1901. Cursou o ensino superior na ETH em Zurique, onde mais tarde foi docente. Continuar lendo

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Biografia – Marina Silva

Em quase 30 anos de vida pública, Marina Silva ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma reputação construída em mandatos de vereadora, deputada estadual e senadora – eleita sempre com votações recordes – e no período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, entre janeiro de 2003 e maio de 2008.

Nos cinco anos e quatro meses no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser vista também como gestora competente. Na pasta, uma de suas conquistas foi o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 14 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Mais de 1.500 empresas ilegais foram desmanteladas, com a prisão de 700 pessoas. A apreensão de madeira somou um milhão de metros cúbicos.

Iniciativas como essa aumentaram sua projeção internacional. No final de 2007, o jornal britânico “The Guardian” incluiu a então ministra entre as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta.

Primeiros anos

Marina com 13 anos

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima nasceu em 8 de fevereiro de 1958 em uma pequena comunidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, no Acre. Seus pais, nordestinos, tiveram 11 filhos, dos quais três morreram. A mãe morreu quando tinha apenas 15 anos. A vida no seringal era difícil. “Eu acordava sempre às 4h da manhã, cortava uns gravetos, pegava uns pedaços de seringuins, acendia o fogo, fazia o café e uma salada de banana perriá com ovo. Esse era o nosso café da manhã”, conta.

Na adolescência sonhava em ser freira. “Minha avó dizia: ‘Minha filha, freira não pode ser analfabeta’”, lembra. O desejo de aprender a ler passou então a acompanhá-la. Aos 16 anos, contraiu hepatite, a primeira das três que foi acometida. Seu histórico de saúde ainda inclui cinco malárias e uma leishmaniose. Essas fragilidades a levaram a Rio Branco em busca de tratamento médico. Aproveitou a oportunidade para também se dedicar à vida religiosa e, ao mesmo tempo, estudar. Obteve a permissão do pai e deixou a floresta.

Marina com Chico Mendes

Na capital acriana, para se sustentar, passou a trabalhar como empregada doméstica. Revia as lições durante as madrugadas. O progresso nos estudos foi rápido. Entre o período de Mobral, no qual aprendeu a ler e a escrever, até a formação em História transcorreram apenas dez anos. Sua formação foi complementada posteriormente com a pós-graduação em Psicopedagogia.

A vocação social se revelou quando deixava a adolescência. Marina se inscreveu em um curso de liderança rural e conheceu o líder seringueiro Chico Mendes. Passou a ter contato com as idéias da Teologia da Libertação e a participar das Comunidades Eclesiais de Base. Em 1984, ajudou a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre. Chico Mendes foi o primeiro coordenador da entidade e Marina a vice-coordenadora.

Parlamento

Marina na Assembléia Legislativa – 1991

Filiada ao PT, Marina disputou seu primeiro cargo público em 1986, ao concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ficou entre os cinco mais votados, mas o partido não atingiu o quociente eleitoral mínimo exigido. Os sucessos eleitorais de Marina começaram dois anos depois, ao se eleger vereadora, a mais votada de Rio Branco. Uma de suas primeiras manifestações foi devolver o dinheiro de gratificações, auxílio-moradia e outras mordomias que os demais vereadores recebiam sem questionamento.

Com atos como esse, atraiu a ira dos adversários políticos ao mesmo tempo em que obtinha um reconhecimento popular que se manifestou na eleição seguinte, em 1990, quando se tornou deputada estadual, novamente com votação recorde. Em 1994, aos 36 anos, chegou a Brasília como a senadora mais jovem da história da República. Foi reeleita em 2002, com votação quase três vezes superior à anterior.

No Senado, foi a primeira voz a defender a importância de o governo assumir metas para redução das emissões de gases do efeito estufa. Em 2009, o Planalto anunciou, finalmente, a adoção dessas metas. Também cobrou do Executivo federal e do Congresso a inclusão da meta brasileira, com os percentuais para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2020, no Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que seria aprovado e sancionado pelo presidente antes da realização da Conferência de Clima (COP15), em dezembro, em Copenhague.

Ministério

No Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva trabalhou por políticas estruturantes baseadas em quatro diretrizes básicas: 1) maior participação e controle social; 2) fortalecimento do sistema nacional de meio ambiente; 3) transversalidade nas ações de governo; 4) promoção do desenvolvimento sustentável.

No governo do presidente Lula, Marina buscou transformar a questão ambiental em uma política de governo, que quebrasse o tradicional isolamento da área. Foi assim que o governo passou a exigir, nos projetos hidrelétricos a serem leiloados, a obtenção da licença prévia para que a viabilidade ambiental dos empreendimentos fosse avaliada antes da concessão para a exploração privada. Também baseado nessa diretriz, o ministério, por intermédio do Ibama, passou a ser ouvido prioritariamente antes da licitação dos blocos de petróleo.

Em 13 de maio de 2008, pediu demissão do ministério. Em carta ao presidente Lula, afirmou que deixava o cargo por conta das dificuldades que enfrentava dentro do governo. “Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal”, afirmava Marina, que voltou para o Senado.

Em 19 de agosto do ano passado deixou o PT. Em comunicado ao partido, manifestou seu desacordo com uma “concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida”. Onze dias depois, anunciou sua filiação ao PV.

Candidatura à Presidência
Em 16 de maio de 2010, Marina lançou sua candidatura à Presidência e anunciou o empresário Guilherme Leal como seu vice. Em seu discurso durante encontro do PV em Nova Iguaçu (RJ), a senadora disse esperar que o país saia da próxima eleição com um novo “acordo social”, que integre avanços dos governos passados e aponte para uma economia de baixo carbono. Lembrou conquistas dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, entre elas a estabilização econômica e a redução da pobreza.
No início de setembro, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a candidata contava com 10% das intenções de voto, contra 50 % de Dilma Rousseff e 28 % de José Serra, número inferior aos votos nulos e brancos, que à época somavam 11 %. Um dia antes do pleito, o instituto previa 16% do total de votos favoráveis à Marina, uma variação de 6 % em menos de um mês. De acordo com o Ibope, em pesquisa do início do mês de setembro, Marina Silva teria 8 % dos votos totais, contra 51 % de favoráveis à Dilma Rousseff e 27 % favoráveis à José Serra. Na pesquisa da véspera das eleições, o mesmo instituto previa para Marina 16% do total de votos, uma evolução de 8 % em um período de um mês. O crescimento de Marina Silva no primeiro turno das Eleições brasileiras de 2010 foi denominado pela imprensa como “onda verde”.
Ao final do primeiro turno das Eleições Presidenciais de 2010, em 3 de outubro, Marina Silva obteve 19.636.359 votos, o que correspondeu a 19,33 % dos votos válidos, ocupando assim, o terceiro lugar na disputa que seguiu para o segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra. O resultado foi maior do que previam as últimas pesquisas de intenção de votos. Os institutos Datafolha e Ibope, por exemplo, calculavam 17% dos votos válidos para Marina e chegavam a prenunciar a vitória de Dilma ainda no primeiro turno.
Marina Silva obteve vitória sobre os outros candidatos em algumas capitais, como Brasília (41% dos votos válidos), Belo Horizonte (39% dos votos válidos) e Vitória (37% dos votos válidos). Ocupou a segunda colocação em estados como Rio de Janeiro (31% dos votos válidos), Amapá (29% dos votos válidos), Amazonas (25% dos votos válidos) e Pernambuco (20% dos votos válidos).
Marina se tornou a candidata mais votada da história na legenda, tornando-se destaque internacional em aliados do PV pelo mundo, principalmente na América do Sul e Europa, onde o partido vem ganhando força na última década. Marina foi lembrada pela Federação dos Partidos Verdes das Américas (FPVA) pela força que conquistou, segundo o copresidente da FPVA, o mexicano Leonardo Álvarez, ela se tornou um ícone da legenda, tornando-se uma referência juntamente com Antanas Mockus, da Colômbia, que transformou o PV na segunda força eleitoral daquele país.
Saída do Partido VerdeEm relação ao resultado final das eleições, Marina usou de humildade e parabenizou a candidata eleita pela maioria, “Parabenizo a ministra Dilma por ter sido eleita presidente, e a primeira mulher presidente do Brasil”, disse. A senadora desejou “boa sorte” a Dilma e afirmou que a nova presidente deve ter no cargo “a simplicidade dos pombos e a sagacidade das serpentes”. Marina que se declarou “independente” em relação ao segundo turno, obteve sua neutralidade e não revelou o voto. Ainda pelo Twitter, Marina reforçou a parabenização dizendo: “a ministra Dilma era a candidata de uma parte dos brasileiros. A partir de agora, é a presidente eleita de todos nós nos próximos quatro anos.
Em 29 de junho de 2011, o jornal Correio do Brasil publicou uma nota informando que Silva estava prestes a se desfiliar do Partido Verde (PV). Segundo a reportagem, Marina autorizou seus aliados a buscarem abrigo temporário em outras legendas, enquanto a própria ex-candidata à presidencia recebeu convites do Partido Popular Socialista (PPS).
Em 7 de julho de 2011, no evento “Encontro por uma nova política“, realizado na Zona Oeste de São Paulo, anunciou oficialmente sua saída do Partido Verde (PV). “Manter a coerência e seguir em frente, é o sentido de nosso gesto.” disse Marina. Ela ressaltou também que a saída do partido não tem motivação eleitoral.
 
Cquote1.svg Não é hora de ser pragmático, é hora de ser sonhático e de agir pelos nossos sonhos. Cquote2.svg

— No discurso de desfiliação do PV.

Prêmios

A lista de prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais mostra a expressão internacional conquistada pela senadora. Além de ser incluída na lista do jornal “The Guardian”, conquistou o “2007 Champions of the Earth”, o principal prêmio da ONU na área ambiental. Em outubro de 2008, recebeu das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, no palácio de Saint James, em Londres, a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento à sua trajetória e luta em defesa da Amazônia brasileira – o prêmio mais importante concedido pela Rede WWF. Em 2009, recebeu o prêmio Sophie da Sophie Foundation, concedido a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e do desenvolvimento sustentável, em Oslo, Noruega. Também em 2009, recebeu da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award), em reconhecimento à sua contribuição para projetos na área do meio ambiente, ações e iniciativas conduzidas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.

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